sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Procuradora federal é morta a facadas em Minas Gerais

SÃO PAULO - Uma procuradora federal foi encontrada morta em um condomínio de luxo em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, na madrugada desta quinta-feira. Ana Alice Moreira de Melo, 35 anos, foi encontrada em um dos quartos, morta com golpes de faca.

O principal suspeito do crime é o ex-marido da procuradora. Ana já havia registrado um boletim de ocorrência contra ele no dia 24 de janeiro na 4ª Delegacia de Polícia Civil de Nova Lima. O casal estava em processo de separação conjugal, mas ainda dividia a mesma casa, segundo a Polícia Militar.

De acordo com a polícia, o suspeito do crime chegou à casa da vítima e os dois começaram a discutir. Com medo da reação do homem, a babá pegou os dois filhos do casal, se trancou em um banheiro com as crianças e chamou a polícia. O homem agrediu a vítima com golpes de faca. O crime teria ocorrido porque ele não aceitava o fim do relacionamento. O suspeito está foragido.

Fonte: Yahoo!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

60% das agredidas sofrem violência diária

Dados divulgados pela Central de Atendimento à Mulher revelaram que a maioria das mulheres agredidas sofre violência diária. De janeiro a outubro deste ano, foram registrados 58.512 relatos de violência.

Do total, 60% das mulheres disseram que foram agredidas todos os dias e 38% delas são vítimas desde o início do relacionamento.

A maior parte das vítimas tem de 20 a 40 anos, não possui ensino médio completo e convive com o agressor por 10 ou mais anos. Os números mostram que 74% dos crimes são cometidos por homens com quem as mulheres têm vínculos afetivos.

Os filhos também sofrem com a violência. Segundo o balanço do governo, 66% dos filhos presenciam a violência e 20% são agredidos junto com a mãe.

Mais de 60% das agressões foram violência física. A agressão moral e psicológica correspondeu a 35%. “Com a tipificação da violência a partir da Lei Maria da Penha, as mulheres perceberam que os xingamentos e pressões de ordem moral mexem com sua ‘psique’ e as tornam vulneráveis às doenças de origem emocional”, explicou a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Criado em 2005, o Ligue 180 recebeu mais de dois milhões de ligações nos últimos cinco anos.


Fonte: Destak

Nos primeiros nove dias do ano, já foram registrados 128 casos de violência contra mulher

E só foram contabilizados dados de uma capital brasileira...

Em apenas nove dias do ano de 2012 já foram registrados 128 casos de violência contra a mulher em Campo Grande. A informação foi divulgada pela delegada Rosely Molina da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Segundo ela, 6.210 mulheres que residem em Campo Grande registraram boletim de ocorrência no ano de 2011 por violência doméstica. O caso mais recente registrado é o da dona de casa J.A. dos S.. Ela foi vítima de uma tentativa de estrangulamento pelo ex-companheiro C.L.M.

Por volta das 00h30, ela compareceu na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do bairro Piratininga, dizendo que foi vítima de tentativa de homicídio, praticado por seu ex-esposo, C. L. M. Ela disse também que ele não aceita a separação.Conforme a vítima, na noite de domingo, por volta das 20 horas, o ex-companheiro estava com uma faca e forçou a montar em sua motocicleta levando para um matagal que fica na avenida Brasil Central, próximo da Base Aérea de Campo Grande.

Durante o trajeto o casal caiu no chão, quando ela tentou fugir. C.L.M, começou a ameaçá-la dizendo: “Eu vou te matar e depois eu me mato”, quando jogou ela no chão e passou a estrangulá-la, causando sangramentos na boca e nariz. A vítima começou a gritar por socorro. Uma pessoa que estava passando na rua disse que a polícia estava chegando. C.L.M, ficou com medo e fugiu do local em sua motocicleta. A mulher foi levada para delegacia.

A dona de casa J.A. dos S estava registrando o boletim de ocorrência, quando uma vizinha dela ligou informando que o autor C.L.M estava rondando a residência da vítima. Logo em seguida o autor passou a ligar insistentemente para o celular da vítima, ameaçando-a e exigindo um encontro, marcando inclusive de se encontrarem em frente à Clínica Campo Grande. Os policiais foram até o local e encontraram o autor em sua motocicleta. Ele foi preso em flagrante delito, pela prática de tentativa de homicídio. Foi encontrada a faca que era utilizada pelo autor.

Campo Grande - MS - Brasil.

Fonte: CapitalNews

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Um terço dos homens no Morro dos Prazeres já agrediu uma mulher, diz pesquisa

Mais de 35% dos entrevistados disseram que já praticaram violência contra parceiras


Um levantamento divulgado neste sábado (º) pela ONG (Organização não Governamental) Promundo, retratou o cenário de violência contra a mulher no Morro dos Prazeres, em Santa Tereza, região central do Rio de Janeiro. Os dados mostram que mais de 35% dos homens entrevistados na comunidade disseram que já praticaram algum tipo de violência contra as próprias parceiras em algum momento da vida. Mas só 20% dos casos foram denunciados.

A pesquisa revela que 65% dos homens entrevistados já presenciaram parentes, amigos ou conhecidos cometendo algum tipo de violência contra mulheres. Mais de 40% relataram que a violência testemunhada foi praticada contra a mãe do agressor.
De acordo com Márcio Segundo, coordenador de pesquisa e avaliação do Promundo, “os dados mostram que muitos dos homens que cometem violência contra a mulher foram testemunhas dos pais cometendo violência contra as mães".

- A base de tudo é o machismo e se a gente não fizer um trabalho para mudar a cultura do machismo, essa realidade não vai mudar muito.

O coordenador da ONG considera que é preciso ir além da informação.

- Existem pesquisas que mostram que mais de 90% dos homens conhecem a Lei Maria da Penha [que criminaliza violência doméstica], mas, mesmo conhecendo, continuam cometendo violência. A informação é importante, mas não é a única ferramenta. O lado punitivo pode fazer com que [os agressores] parem com isso, mas não tem sido suficiente.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Justiça do Rio recebeu mais de 47 mil ações sobre violência contra a mulher em 2011

Número de sentenças só não é maior porque muitas mulheres se reconciliam com os agressores



Um dos estados com o maior número de atendimentos a mulheres vítimas de violência, o Rio de Janeiro recebeu em 2011 mais de 47 mil ações contra homens agressores em seus sete juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. Dados do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) informam que desde a implantação do primeiro juizado específico para essa matéria, em 2007, até novembro de 2011 foram abertas 153.746 mil ações. Do total, 63.213 culminaram com os acusados sentenciados. A diferença entre o número de ações e de sentenças ocorre, porque muitas mulheres reconciliam-se com os agressores e acabaram desistindo de levar adiante o processo.

De acordo com a desembargadora Cristina Gaulia, coordenadora da Comissão Estadual Judiciária de Violência Doméstica, o maior acesso à Justiça e à informação está diretamente ligado ao aumento significativo das ações desde a criação dos juizados. Em 2008, um ano depois da instalação dos primeiros dois juizados (Centro e Campo Grande, na zona oeste), foram iniciados 23.794 processos, quase 17 mil a mais que em 2007. Em 2009, o número passou de 32,6 mil, sendo que em Campo Grande o número de ações praticamente dobrou entre 2008 e 2009, ao chegar a 6.249 para 11.116 processos.

- Os juizados independentes, com um juiz titular sensibilizado para essa questão, previnem a vitimização da mulher na medida em que ela tem mais acesso à Justiça e à informação sobre seus direitos. E ao mesmo tempo trata o homem agressor, com psicólogos e assistentes sociais, prevenindo outras violências desse agressor contra mulheres.

Com uma equipe multidisciplinar (juiz, promotor e defensor especializados), as unidades estão instaladas em três bairros da capital (centro, Campo Grande e Jacarepaguá), em Niterói, região metropolitana, e em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo, na Baixada Fluminense. Para este ano, o tribunal deve instalar mais três juizados: em Volta Redonda, Campos de Goytacazes e Cabo Frio.

Os juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher foram criados a partir da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), exclusivamente para conhecer, processar e julgar casos relativos a denúncias de violência contra mulher.
Para a defensora pública da 1ª Vara de Família de Jacarepaguá, Cristiane Xavier, as mulheres estão mais esclarecidas sobre seus direitos, mas a expansão dos centros de Referência da Mulher e dos juizados de Violência Doméstica é fundamental devido à complexidade do crime.

- Se você sofrer um assalto ou outro tipo de crime, não vai mais ver o seu agressor, mas dentro da própria casa a violência se mantém. Então esse crime não pode ser tratado como um crime comum. A vítima precisa de um atendimento jurídico, emocional e psicológico e, em alguns casos, um abrigo e suporte para cuidar dos filhos.

Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica. O machismo (46%) e o alcoolismo (31%) são apontados como os principais fatores que contribuem para a violência. O marido ou namorado é o responsável por mais 80% dos casos reportados. O medo é a razão principal (68%) para evitar a denúncia dos agressores.

Fonte: R7.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

II Conferência Nacional de Juventude: as mulheres jovens EXIGEM respeito!

As mulheres jovens exigem respeito!!!

Até o seu 3º dia a II Conferência Nacional de Juventude parecia dominada pelas pautas e “gritos de guerra” de movimentos estudantis e partidários. Até então, as discriminações e demandas vivenciadas especificamente pelas mulheres jovens tiveram pouca visibilidade. Exceto no Grupo de Trabalho sobre Gênero, os outros debates e mesas pareciam ignorar este contexto.

Mas enganaram-se aquelas (es) que pensaram que as mulheres jovens participantes desta conferência não estavam atentas! Na manhã de domingo em pouco mais de 1 hora jovens feministas de diversos movimentos juntaram-se para dar um recado à Conferência: Não aceitaremos nenhum tipo de violência contra as mulheres!

O ato foi organizado em resposta a violência sofrida por uma jovem participante da conferência. A mesma foi abordada e insultada por um grupo de cerca de 20 homens, todos delegados da Conferência Nacional de Juventude, que também estavam abordando taxistas para que levassem profissionais do sexo ao hotel.

Com esta ação as jovens presentes visavam denunciar esta situação de violência, que é mais uma demonstração das violências e desigualdades vivenciadas cotidianamente pelas mulheres jovens; para exigir providências da Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Juventude e dizer a todas (os) participantes da Conferência que a violência contra as mulheres não será tolerada em nenhum espaço, muitos menos em um espaço de discussão de políticas públicas, que deve ser plural e igualitário!

As mulheres jovens participantes deste ato denunciaram também a invisibilidade do gênero feminino nos documentos da Conferência, em quais foram adotados exclusivamente a linguagem masculina. Denunciamos: “Não nos reconhecemos nessa linguagem”. Outra reivindicação, foi a  legalização do aborto.

As falas e “gritos de guerra” somaram-se as reivindicações e discussões realizadas no GT de Gênero, no qual foram eleitas como prioridades: a legalização do aborto, o combate a violência contra a mulher e o enfrentamento da exploração sexual.

Que os gritos das mulheres jovens – nossos gritos – ecoem não só nos corredores desta Conferência, mas por toda a sociedade: as mulheres jovens exigem respeito!!!

“Oh seu machista, seu babaquinha
As feministas vão botar você na linha”

Iara Amora dos Santos
Núcleo de Mulheres Jovens da
Casa da Mulher Trabalhadora

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mulheres nas ruas pelo fim da violência

         No último dia 25 de novembro mulheres de diferentes partes do Estado foram às ruas para lembrar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. A Cinelândia, no centro do Rio, foi o palco da ocupação cultural e política que reuniu cartazes, faixas, apresentações teatrais, de música e de dança pelo fim da violência contra as mulheres. No encerramento do ato, @s manifestantes presentes acenderam velas, na vigília em homenagem às mulheres que morreram e continuam a morrer alvos da violência machista.
A manifestação foi chamada pelo Fórum Estadual de Combate à Violência contra a Mulher, espaço unitário, amplo e aberto de articulação de feministas, entidades, movimentos sociais e organizações políticas e de classe que vem se reunindo e indo às ruas desde meados de 2011, com o objetivo articular estratégias de enfrentamento à violência contra as mulheres no Estado do Rio de Janeiro.
Mais informações: Facebook: Fórum de Combate à Violência / Telefone: 2544-0808


Confira as fotos do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher:
 Escadaria da Cinelândia 


 Teatro de rua pelo fim da violência contra as mulheres




Teatro de rua pelo fim da violência contra as mulheres


  Uma vida sem violência é um direito das mulheres


 Não à violência contra as mulheres

 
Mulheres do hip-hop contra a violência


 Break contra a violência


Distribuição de cartilhas e panfletos com informações sobre a violência contra as mulheres

Distribuição de cartilhas e panfletos com informações sobre a violência contra as mulheres


Velas em homenagem às mulheres vítimas de violência